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Relatos

Relatos

Todos os relatos, na ordem em que os trabalhos foram encerrados.

Prateleira de inox com caixas de insumo identificadas por lote
Relatos

O que pediram, o que fizemos, o que ficou na fábrica

Casas de produção que passaram pelo trabalho, publicadas com autorização.

pesagem anotada em três cadernos

Panificadora com três lojas próprias

Cada padeiro tinha seu caderno e nenhum conversava com a produção. Unificamos a pesagem numa folha por lote, presa à balança. Ficou a folha e a rotina de conferência no fim do turno.
temperatura sem horário fixo

Laticínio de médio porte

A leitura da câmara era feita quando alguém lembrava. Definimos três horários fixos com responsável nomeado. Ficou o mapa de leitura e o procedimento do que fazer fora da faixa.
produto esperando entre salas

Fábrica de congelados

Bandejas ficavam paradas no corredor entre o preparo e o túnel. Medimos a espera durante cinco dias e mudamos a ordem de entrada das bandejas. Ficou a regra de fila e o quadro de entrada do túnel.
receita na cabeça de uma pessoa

Defumados artesanais

A formulação estava com o fundador e mais ninguém. Escrevemos as fichas técnicas junto com ele, com pesos e tempos. Ficou o caderno de fichas e a regra de alteração com data.
liberação de linha sem checagem

Cozinha industrial de refeições coletivas

A produção começava sem conferir se a sala estava pronta. Montamos o checklist de liberação com a equipe. Ficou a lista de verificação e o campo de assinatura do encarregado.
rotulagem conferida no fim

Envasadora de molhos

O erro de rótulo aparecia só na expedição, com a caixa já fechada. Passamos a conferência para a primeira caixa de cada lote. Ficou o padrão de conferência e o registro da amostra.
higienização sem registro

Produtora de massas frescas

A limpeza era feita, mas nada ficava escrito. Criamos o mapa semanal com o responsável de cada sala. Ficou o quadro de higienização e a folha de conferência.
insumo recebido sem conferência

Fábrica de doces em conserva

A entrada de matéria-prima não tinha checagem de peso nem de validade. Colocamos a conferência no recebimento, com registro por lote. Ficou a ficha de recebimento e a etiqueta de identificação.
Perguntas

O que a produção quer saber antes

Dúvidas que aparecem antes de deixar alguém de fora entrar na área limpa.

PerguntaResposta
Vocês entram na área de produção?Entramos, com a mesma roupa, o mesmo procedimento de higiene e o mesmo treino de acesso que a casa exige de qualquer pessoa. Quando a regra do cliente não permite, acompanhamos pelo visor e fazemos as conversas fora da área.
Isso atrapalha a produção do dia?O acompanhamento é feito com a linha rodando normalmente. O que pedimos é que ninguém mude a rotina por causa da nossa presença — lote de demonstração não serve para nada aqui.
Vocês emitem laudo ou certificado?Não. Não somos organismo certificador nem laboratório. Escrevemos a sequência de trabalho, as instruções por sala e os controles de turno, e esses documentos costumam ser usados depois pela pessoa que cuida da qualidade na casa.
Já temos manual de boas práticas. Serve de algo?Serve de ponto de partida. Lemos o que existe e comparamos com o que acontece no turno. Quando os dois não batem, a conversa passa a ser sobre qual dos dois muda: às vezes o papel, às vezes a rotina.
Qual o tamanho mínimo de fábrica?Já trabalhamos com casas de seis pessoas e com linhas de oitenta. O que muda é o número de salas e de conversas, não o jeito de olhar.
O que exatamente é entregue?A sequência do produto desenhada, uma instrução por sala, o controle de turno unificado, o checklist de liberação de linha e um relatório com os tempos e as esperas medidos no lote acompanhado.

Escolha um produto da casa e a gente caminha com ele

Basta dizer qual item sai todo dia e quantas salas ele atravessa. A partir daí combinamos a visita e o dia do lote que será acompanhado.

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